Medicina do Espírito

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Estamos em vias de lançar um novo livro, intutulado "Medicina do Espírito", que já se encontra no prelo e deverá vir a público no segundo semestre deste ano de 2024.

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Eis a Apresentação da obra, sob a inspirada lavra de Gilberto Vieira:

APRESENTAÇÃO

Quem subirá por nós ao Céu, e no-lo trará, e no-lo fará ouvir, para que o cumpramos?

Deuteronômio 30:12

O que temos ante os nossos olhos não é apenas um livro. Constitui-se autêntico Tratado que enfeixa em si medicina e espiritualidade. O estimadíssimo amigo Gilson Freire entregou-se à árdua tarefa de pesquisar a Terra e o Céu a fim de revelar o invisível liame que os entrelaça.

O seu método de investigação torna-se evidente desde a primeira etapa quando nos concedemos o deleite de acompanhá-lo, enquanto ele desvenda a trajetória da ciência médica em diversas civilizações antigas. Reúne-as numa espécie de prólogo e compara esse conjunto retrospectivo às terapêuticas contemporâneas. Em fulgente raciocínio clareia-nos o discernimento, separando aquelas que preconizam a cura do paciente em sua globalidade das que se circunscrevem à erradicação da doença.

Muitos autores se dariam por satisfeitos, encerrando neste ponto a excelente dissertação. Entretanto, o projeto mirava objetivos mais vastos e remotos do que somente ruminar o passado, já estabelecido em compêndios de diferentes nações, conquanto o examinador vislumbrasse que a sua releitura prodigalizara magníficos frutos.

Nessa fecunda rememoração, apesar de nos movermos nas frações iniciais da longa jornada, a beleza do texto impressiona. Há momentos de parada obrigatória! Uma linguagem incomum repercute no íntimo e compele o leitor a extrair o perfume das palavras, inebriando-se com a essência de seu conteúdo. Tem ciência, é inegável, mas a tessitura da descrição embevece e descansa a alma. Sentimo-nos partícipes do desenrolar da história, como se ela fosse reencenada para a assistirmos em privilegiado camarote.

Após esquadrinhar o assunto em várias culturas do ontem e do presente, o autor as transforma em base sólida e desfere voo em busca das causas longínquas. Não mais vasculha o pretérito, ainda que riquíssimo de sinais e sementes. Propulsionado pelo anseio profundo de descobrir as motivações originais do adoecimento do ser humano, o autor deixa no espaço-tempo as conquistas até então realizadas e parte, intrépido, embrenhando-se na dimensão espiritual.

Naturalmente, Gilson não foi sozinho. Levou consigo Pietro Ubaldi, Carl Gustav Jung, Agostinho, Alan Kardec, André Luiz, Hahnemann, entre outros. Frequentemente, confrontou os seus próprios achados aos expendidos pelos renomados companheiros. E as conclusões cada vez mais consistentes levedaram-se em seus alforjes. Alguns indícios sugerem que o autor desejou permanecer nos recônditos celestes, onde não existe lágrima nem saudade. No entanto, o sentido apurado do dever fê-lo regressar à ribalta da carne.

Com exímia arte, nosso valente peregrino justapõe a visão do Eterno com a realidade da matéria, a qual agora o oprime devido às insanáveis limitações inerentes ao movimento circular em que se aprisionou o Espírito, outrora livre. Esmera-se, com delicadeza e persistência, para desenovelar os pontos comuns, as rupturas, as distorções e o caminho para recompor a felicidade original. A Queda dos Anjos preenche-lhe o imo. Doravante, encarrega-se de repartir o sagrado entendimento.

Então, esfalfa-se a demonstrar os detalhes em que a Teoria da Queda se manifesta de forma generalizada. Contudo, não se perde na tentativa de ver o fenômeno exclusivamente sob o ângulo da universalidade. Mesmo que ele explique o desmoronamento de parcela da criação divina, suscitando a deterioração da saúde, é necessário admitir as variações individuais: a acurada observação da sintomatologia da Queda no ser humano nos leva a deduzir que esse movimento não foi idêntico para todos, pois os Espíritos, ou grupos deles, embora caídos em mesmo nível, trazem modalidades próprias de registro da primeira falência...

Talvez essa afirmativa nos auxilie a compreender a razão de tanta resistência à Teoria da Queda, mesmo entre os cristãos, os quais preferem ignorar as vigorosas assertivas de Jesus em relação ao tema, bem como de distintos vultos da humanidade, todas muito bem comentadas no livro. Independentemente que o leitor rejeite a tese da Queda, sobra-lhe um material robusto e, ao mesmo tempo, suave e cálido para se nutrir espiritualmente. A autocura transborda, incitando o empenho de cada um, seja na restauração da saúde ou na prevenção de distúrbios.

Assim, Gilson pontifica ser imprescindível que o doente busque a cura nas profundezas de si mesmo. Fornece excelente roteiro por intermédio das síndromes, das sequelas da revolta e, por fim, das terapêuticas nos últimos capítulos. Portanto, a obra não se restringe ao diagnóstico da questão cósmica, sua possível gênese e consequências. Desce à solução. Convoca o profissional da saúde para transmutar-se em elemento terapêutico ativo, de modo a intimar o paciente para arrojar-se na obtenção de sua própria sanidade. E postula a imperiosidade de se acessar nosso médico interno como o primeiro e indispensável recurso para sanarmos nossos muitos males.

Eis uma breve resenha do Tratado que ainda me mantenho a estudar e admirar. Eu poderia adicionar diversos tópicos explorados no texto, todavia abordei os que me parecem prioritários. Ao término de minhas reflexões, dirijo-me em particular aos homeopatas. É possível que poucos médicos estejam tão próximos de absorver o portentoso manancial que o livro borbotoa. Apesar de que a medicina enveredou pelo materialismo, exposto magistralmente na obra, Samuel Hahnemann abriu-nos a senda homeopática sem pruridos de se referir a Deus. Ele preceitua no célebre opúsculo Escritos Menores, os seguintes termos: “(...) as observações em questões médicas devem ser feitas com uma disposição franca e respeitosa, como sob a vista de Deus onisciente, o Juiz de nossos pensamentos secretos, e devem ser registradas de modo a satisfazer uma consciência íntegra, a fim de que se possa comunicá-las ao mundo (...)”.

Os homeopatas estamos, por conseguinte, autorizados a perscrutar os meandros espirituais com liberdade e declarar a nossa fé sem rebuços. De preferência, com humildade. Exceto quando constrangidos por circunstâncias ou necessidade de testemunhar nossas crenças. Nesse quesito, Gilson Freire nos ensina preciosas lições de espiritualidade, sem fraquejar a modéstia. As múltiplas elucidações desfiadas em tão singular tese concitam-nos a vivenciá-las. Sigamos em frente, com alegria e gratidão!

Belo Horizonte, fevereiro de 2024

Gilberto Ribeiro Vieira

Médico mineiro, especializado em pediatria e homeopatia, Mestre em Medicina e Saúde pela Universidade Federal da Bahia (UFBA) e Doutor em Saúde Pública pela Universidade de São Paulo (USP). Foi professor de pediatria da Universidade Federal do Acre (UFAC), e de homeopatia em cursos de especialização na UFAC e em escolas de Brasília e Belo Horizonte. É ainda escritor, com vários livros publicados na área de homeopatia, adolescência, saúde e Evangelho. Dedica-se nos últimos anos à divulgação desses temas pela internet.

 

Estamos apresentando um estudo sobre a obra, pelo YouTube. Se lhe interessar, acesse: https://www.youtube.com/watch?v=gcF0PvTuqX0&list=PL5WiUOpbD_B0AeahXjyDcSFHBifrYknSp 

 

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