Lavras

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Lavras, minha querida Lavras, 

Li muitas histórias suas, de vários autores. Você teve início registrado em documentos antigos. Podemos afirmar que você tem sua Certidão de Nascimento.

Você não parou no tempo. Seu progresso foi sempre constante. Cresceu rápido e hoje já está madura.

As cidades são como os indivíduos, alguns são bafejados pela sorte. Você foi felicitada, contou sempre com bons dirigentes, capazes, dinâmicos, dedicados e honestos.

Estranhos, vindos não se sabe de onde, se instalaram em seu berço para promover o seu progresso. Samuel Gammon, por exemplo. Dizem que, quando viajavam em lombo de burros a procura de um lugar para se estabelecer, um companheiro perguntou: aonde vamos doutor? Gammon respondeu: onde Deus mandar parar. Parou em você.

E o Antônio Vaz Monteiro? Donde veio esse homem? Dizem que veio da África. Canísio Ignácio Lunkes e outros, inclusive imigrantes italianos, libaneses e muitos em menor número plantaram em seu fecundo solo as marcas indeléveis do amor e da fraternidade.

Você cresceu muito em cultura, indústria, comércio e saúde nos últimos anos. Só não vê quem tem os olhos cobertos pela venda da ingratidão.

Ninguém administra mal o tempo todo. Os insatisfeitos só vêem o que deixou de ser feito.

Na Prefeitura tem uma galeria de fotos dos Prefeitos que você já teve e pelos quais você tanto tem a agradecer. Você conhece a intenção de todos eles e sabe que fizeram por você o melhor ao alcance de suas possibilidades.

Façamos como você. Irradiemos um voto de louvor àqueles que já partiram para a espiritualidade e um gesto de respeito aos ex-dirigentes ainda vivos, muitas vezes injuriados pela oposição.

Luiz Teixeira da Silva

Lavras, dezembro de 2011

Wednesday the 20th.