Antinacionalismo

Imprimir

 

Chauvinismo (patriotismo fanático), xenofobia (aversão a pessoas e coisas estrangeiras), pogrom (matança em massa de minorias raciais), racismo, tirania, guerras... Por ser contra tudo isso, eu até imagino que sou antinacionalista. O nacionalismo tem um passado sujo e sangrento. Através da História podemos constatar isso.

Eu acho que a culpa é as fronteiras. A Terra é um cisco no Universo sideral. Tão pequena que poderia ser governada apenas por um chefe. Seria um espaço global para homens, mulheres, crianças e animais. Simplesmente terráqueos.

O homem já conquistou muitos direitos. Tem quase uma liberdade total. Mas o nacionalismo ainda o obriga a participar de guerras. Se ele recusa, é punido.

Imaginemos o planeta Terra sem fronteiras, consequentemente sem canhões, sem navios e aviões de guerra, sem exércitos, sem armas nucleares... Ah! dirão, mas há as raças e costumes diferentes, e os mais de 3.000 idiomas existentes? Uma mudança assim gigantesca não se faz de um dia para o outro. A globalização está aí. A mistura de raças está cada vez mais acelerada. Os costumes universalizam-se rapidamente.

Com o advento do sistema métrico decimal foi possível um comércio global. Já temos funcionando com sucesso a União Europeia com uma só moeda. O Mercosul está dando os primeiros passos. Quanto aos idiomas, com o tempo haverá uma língua auxiliar internacional comum a todos os povos.

Charles Chaplin, Albert Einstein, Karl Max, Leon Trotsky, John Lennon e muitos outros famosos já se manifestaram contra o nacionalismo.

Em 1921, um grupo de trabalhadores de 15 países se reuniu em Praga, na antiga Tchecoslováquia, e fundou um clube antinacionalista, ao qual deu um nome com palavras retiradas do idioma internacional Esperanto: SAT – Sennacieca Asocio Tutemonda – que podemos traduzir literalmente por Associação Mundial sem Nacionalidade. É uma utopia? Não sei. Mas esse movimento tem membros no mundo todo. Realizam congressos internacionais anualmente. O de 2011 aconteceu na Bósnia. O idioma oficial é o Esperanto.

Por falar em Esperanto, aqui no Brasil há um preconceito tolo. Dizem que esse idioma é coisa de espiritismo. Só porque a Federação Espírita Brasileira o adotou para divulgar internacionalmente a religião e os livros de Chico Xavier traduzidos.

Os Bahais também usam o Esperanto. Bahaismo é uma religião monoteísta nascida na Palestina em 1844. Tem suas leis e seu livro sagrado, o qual diz que surgiria um idioma internacional neutro que seria utilizado para divulgar a palavra de Deus no mundo inteiro. Isso foi escrito 43 anos antes do Esperanto (1887). O Bahaismo estabeleceu-se no Brasil em 1921 em Goiânia. Está em mais de 1000 cidades brasileiras, principalmente na região norte e nordeste.

A Rádio Vaticano tem noticiário diário em vários idiomas, inclusive o Esperanto.

Vê-se que o Esperanto é simplesmente um idioma, usa quem quer ou precisa.

Quanto ao antinacionalismo, a gente percebe que essa tendência está se concretizando lentamente, mas está.

Luiz Teixeira da Silva

Novembro de 2011

 

Wednesday the 20th.